"Onde houver vida, sempre haverá um Biólogo."



Mostrando postagens com marcador Genética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Genética. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, janeiro 19

Bancos genéticos ajudam a conservar a Amazônia .

MANAUS, AM – Para poder investigar as possibilidades de uso de espécies da biodiversidade amazônica e sua aplicação em produtos, é necessário antes conhecer, caracterizar e conservar essa diversidade. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem avançado nos conhecimentos práticos e teóricos sobre o manejo e conservação dos recursos genéticos e mantém bancos ativos de germoplasma em várias regiões do País. No Amazonas, a Embrapa Amazônia Ocidental mantém dez Bancos Ativos de Germoplasma onde estão caracterizadas amostras de vegetais importantes para a região visando preservar a ampla variabilidade genética desses materiais para estudos atuais e futuros.

Os Bancos Ativos de Germoplasma (BAG) destinam-se a manter amostras de espécies diversas mais acessíveis para a pesquisa. Podem ser in situ, em ecossistemas e habitats naturais ou ex situ, fora do seu habitats naturais.

Também servem para que sejam realizadas pesquisas de melhoramento utilizando as variedades de plantas que tenham características de interesse para aumentar a produtividade, resistência a doenças, vantagens nutricionais entre outras. Permitem ainda desenvolver estratégias de conservação para gerações atuais e futuras.

“Um BAG é constituído em longo prazo, portanto, é uma infra-estrutura permanente, um patrimônio, promove inovação, agregação de valor e disponibilização de germoplasma para programas de melhoramento genético, fitotecnias, biotecnologia e inclusão socioeconômica”, explica o chefe-adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental, Celso Azevedo.

Em alguns casos, esses bancos ativos e coleções são plantios que reúnem centenas de amostras diferentes de variedades de uma mesma espécie de planta. Cada amostra é chamada de acesso e são representativas de um grupo de plantas típicas de uma determinada região coletadas para serem incluídas no banco.

Entre os BAGs existem acervos exclusivos de plantas de extrema importância para a biodiversidade. O banco de germoplasma de guaraná, por exemplo, é o único do mundo e está no Amazonas. É um importante patrimônio uma vez que não há registros da ocorrência de populações naturais de guaranazeiro em outras regiões do País.

Banco mais completo

Os bancos de dendê e de caiaué da Embrapa Amazônia Ocidental, também localizados no Amazonas, são os mais completos mantidos no continente americano. A diversidade dessas palmeiras de óleo já permitiu o desenvolvimento de cultivares altamente produtivas e com padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.

Na Embrapa Amazônia Ocidental também são mantidos bancos genéticos com variedades de cupuaçu, de mandioca, de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, de fruteiras nativas tropicais, que inclui espécies nativas da Amazônia e exóticas, coleção de espécies florestais, de pupunha e de Croton sp e Arrabidaea sp.

O BAG de cupuaçu reúne variedades desse fruto coletadas e mantidas em todos os estados da região amazônica. Esses materiais tem sido utilizados no programa de melhoramento genético do cupuaçuzeiro e permitido o desenvolvimento de clones com alta produtividade.

(*) É repórter da Embrapa Amazônia Ocidental

quinta-feira, dezembro 30

Hipótese da anemia falciforme: a frequência gênica alterada pela malária

 

A anemia falciforme ou siclemia é assim chamada devido à aparencia de foice dos glóbulos vermelhos em alguns indivíduos. Os portadores dessa doença, possuem moleculas de hemoglobina anormais capazes de deformar as hemácias. condicionada por um gene SK, semidominante autossômico, a siclemia manifesta-se sob forma:

- Atenuada, quando o indivíduo é heterozigoto (Sksk);
- Grave quando o indivíduo é homozigoto dominante (SkSk), provocando elevada mortalidade infantil.

Estudo realizados nos Estados Unidos demonstram que a frequencia de pessoas com o traço siclêmico - isto é, portadoras de forma atenuada da doença - oscilava em torno de 10% entre os negros norte-americanos. As pesquisas mostraram que, entre os negros da África oriental, essa frequência subia para algo em torno de 40%. Ora, os indivíduos portadores do traço siclêmico possuem hemácias que contém apenas 60 a 80% de homoglobina funcional contida nas hemácias dos indivíduos sem siclemia; o restante da hemoglobina  é anormal e incapaz de transportar oxigênio. Portanto como explicar essa elevada frequência de indivíduos com traço siclêmico na África, senão por alguma forma de vantagem dos heterozigotos em relação aos homozigotos sadios?
Constatou-se então que os indivíduos heterozigotos possuíam uma imunização natural contra malária, doença endêmica na região em que viviam. Verificou-se que o parasita da malária se desenvolve com dificuldade em presença da hemoglobina alterada.

Assim, se por um lado o gene Sk conferia ao indivíduo uma menor capacidade de transporte de oxigênio, por outro lado aumentava sua resistência à malária, estabelecendo-se, então um equilíbrio entre os genes Sk e sk na população.          

Fonte: Livro Biologia, Paulino, vol. único. 

terça-feira, novembro 30

O Projeto Genoma Humano, dez anos

O Projeto Genoma Humano (PGH) consistiu num esforço internacional para o mapeamento do genoma humano e a identificação de todos os nucleótidos que o compõem. Após iniciativa dos Institutos Nacionais da Saúde estadunidenses (NIH), centenas de laboratórios de todo o mundo se uniram à tarefa de sequenciar, um a um, os genes que codificam as proteínas do corpo humano e também aquelas sequências de DNA que não são genes. Laboratórios de países em desenvolvimento também participaram do empreendimento com o objetivo de formar mão-de-obra qualificada em genomica.


Mais vídeos: Professor Toid

quinta-feira, novembro 11

Um único gene mutante indicaria evolução de certas leucemias: estudo

WASHINGTON (AFP) - Mutações em um único gene indicariam se uma forma de leucemia terá evolução rápida e fatal, revelou um estudo publicado esta quarta-feira nos Estados Unidos e que ajudará a mudar a forma de se diagnosticar a doença. O sequenciamento do genoma de uma mulher morta de leucemia mielóide crônica - forma agressiva e menos frequente deste câncer no sangue - permitiu aos cientistas da faculdade de Medicina da Universidade Washington, no Missouri (centro dos EUA), descobrir que este gene está alterado em grande quantidade de pacientes que morrem rapidamente da doença.
O estudo, realizado com 300 doentes, mostrou que a sobrevida média dos que tinham estas mutações do gene, chamado DNMT3A, era de pouco mais de um ano depois do diagnóstico, contra cerca de 3,5 anos nos que não as tinham.
Se o papel destas variações genéticas se confirmar em estudos ampliados, será possível desenhar testes para detectar as mutações no momento do diagnóstico e aplicar um tratamento mais agressivo o quanto antes, disseram os autores do estudo, publicado na versão online do New England Journal of Medecine.
Os cientistas descobriram mutações do gene DNMT3A em cerca de um terço dos pacientes que participaram do estudo.
A maior parte dos pacientes é submetida atualmente a uma quimioterapia padrão como primeiro tratamento.