"Onde houver vida, sempre haverá um Biólogo."
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quarta-feira, janeiro 26
quarta-feira, janeiro 19
Bancos genéticos ajudam a conservar a Amazônia .
MANAUS, AM – Para poder investigar as possibilidades de uso de espécies da biodiversidade amazônica e sua aplicação em produtos, é necessário antes conhecer, caracterizar e conservar essa diversidade. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem avançado nos conhecimentos práticos e teóricos sobre o manejo e conservação dos recursos genéticos e mantém bancos ativos de germoplasma em várias regiões do País. No Amazonas, a Embrapa Amazônia Ocidental mantém dez Bancos Ativos de Germoplasma onde estão caracterizadas amostras de vegetais importantes para a região visando preservar a ampla variabilidade genética desses materiais para estudos atuais e futuros.
Os Bancos Ativos de Germoplasma (BAG) destinam-se a manter amostras de espécies diversas mais acessíveis para a pesquisa. Podem ser in situ, em ecossistemas e habitats naturais ou ex situ, fora do seu habitats naturais.
Também servem para que sejam realizadas pesquisas de melhoramento utilizando as variedades de plantas que tenham características de interesse para aumentar a produtividade, resistência a doenças, vantagens nutricionais entre outras. Permitem ainda desenvolver estratégias de conservação para gerações atuais e futuras.
“Um BAG é constituído em longo prazo, portanto, é uma infra-estrutura permanente, um patrimônio, promove inovação, agregação de valor e disponibilização de germoplasma para programas de melhoramento genético, fitotecnias, biotecnologia e inclusão socioeconômica”, explica o chefe-adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental, Celso Azevedo.
Em alguns casos, esses bancos ativos e coleções são plantios que reúnem centenas de amostras diferentes de variedades de uma mesma espécie de planta. Cada amostra é chamada de acesso e são representativas de um grupo de plantas típicas de uma determinada região coletadas para serem incluídas no banco.
Entre os BAGs existem acervos exclusivos de plantas de extrema importância para a biodiversidade. O banco de germoplasma de guaraná, por exemplo, é o único do mundo e está no Amazonas. É um importante patrimônio uma vez que não há registros da ocorrência de populações naturais de guaranazeiro em outras regiões do País.
Banco mais completo
Os bancos de dendê e de caiaué da Embrapa Amazônia Ocidental, também localizados no Amazonas, são os mais completos mantidos no continente americano. A diversidade dessas palmeiras de óleo já permitiu o desenvolvimento de cultivares altamente produtivas e com padrão de qualidade reconhecido internacionalmente.
Na Embrapa Amazônia Ocidental também são mantidos bancos genéticos com variedades de cupuaçu, de mandioca, de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, de fruteiras nativas tropicais, que inclui espécies nativas da Amazônia e exóticas, coleção de espécies florestais, de pupunha e de Croton sp e Arrabidaea sp.
O BAG de cupuaçu reúne variedades desse fruto coletadas e mantidas em todos os estados da região amazônica. Esses materiais tem sido utilizados no programa de melhoramento genético do cupuaçuzeiro e permitido o desenvolvimento de clones com alta produtividade.
(*) É repórter da Embrapa Amazônia Ocidental
Fonte: http://www.cpaa.embrapa.br/
quinta-feira, dezembro 23
Planta amazônica pode ser matéria-prima de medicamento
Do USP Online
Está em desenvolvimento na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP um anti-inflamatório proveniente do óleo da copaíba, árvore encontrada em todo o Brasil, mas com maior concentração na Amazônia.
Está em desenvolvimento na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP um anti-inflamatório proveniente do óleo da copaíba, árvore encontrada em todo o Brasil, mas com maior concentração na Amazônia.
Os índios brasileiros já utilizavam o óleo como remédio antes da chegada dos portugueses e, ainda hoje, é muito fácil encontrá-lo em feiras ou lojas de produtos naturais ou fitoterápicos. Popularmente, atribui-se ao óleo as propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e cicatrizante. Por enquanto, ao menos a primeira foi comprovada há alguns anos pelo estudo da FCFRP, coordenado pelo professor Osvaldo de Freitas. Atualmente, o professor pesquisa a formulação de um medicamento à base da planta.
Freitas explica que mesmo após comprovada a capacidade anti-inflamatória, há muitos passos antes de produzir algo que possa ser comercializado. “Medicamento é diferente de remédio. Como remédio, o óleo de copaíba já é usado, mas medicamento precisa passar por vários testes científicos, ser registrado pela Anvisa”, diz.
A formulação do medicamento, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com a Health, empresa farmacêutica privada da cidade de Indaiatuba, já foi aprovada para uso em animais e deve começar a ser testada em seres humanos (testes clínicos) em breve, assim que houver financiamento.
Fiscalizações
Freitas acredita que dentro de quatro ou cinco anos o produto poderá ser comercializado — fatores como financiamento para os estudos e a autorização dos órgãos competentes influenciarão no processo. Isso porque a fabricação em escala comercial de um medicamento dependeria da atividade extrativista. Porém, como a extração do óleo pode ser feita sem derrubar as árvores, o professor garante que não causaria nenhum dano. “O impacto ambiental é positivo porque é um incentivo para que a florestas fiquem de pé e continuem fornecendo a matéria prima”, destaca.
Cabe ao Ibama, além de avaliar o impacto ambiental, decidir se o medicamento estaria na categoria de Patrimônio Genético e de Conhecimento Tradicional Associado, mecanismo criado para evitar a biopirataria. Se for julgado assim, parte do lucro obtido com a possível futura venda do produto iria para a comunidade de produtores do óleo da região amazônica.
Depois que o desenvolvimento do anti-inflamatório for concluído, o grupo de pesquisa continuará estudando o óleo de copaíba, mas para tentar comprovar outra característica que lhe é atribuída, a antimicrobiana.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/12/23/planta-amazonica-pode-ser-materia-prima-de-medicamento.jhtm
segunda-feira, dezembro 20
Maior flor do mundo desabrocha em Minas Gerais
É a primeira vez que espécie floresce na América Latina
A flor fedorenta ou Amorphophallus titanum floresceu em Inhotim, Minas Gerais. Esta é a primeira vez que a espécie se desenvolve na América Latina. Plantada a partir de sementes enviadas ao curador botânico do Inhotim, Eduardo Gonçalves, há cerca de 10 anos, o material floresceu dentro da estufa recentemente inaugurada para a manutenção do material de pesquisa. O desabrochar desta flor é acompanhado com ansiedade pelos japoneses.
No Brasil, curiosos podem agora fazer o mesmo. Uma rota especial para o viveiro do Jardim Botânico foi criada para levar o público até a planta, com custo de 10 reais. Quem preferir pode acompanhar tudo pela internet.
A flor
Apesar de ser conhecida como "a maior flor do mundo", o que a espécie produz é, na verdade, uma inflorescência, isto é, um conjunto de flores em uma estrutura compacta. Além das flores, ela produz um forte odor de carne podre. De acordo com cientistas, serve para atrair insetos.
As esquisitices não param por aí. A planta possui um caule gigante e subterrâneo, como uma batata, e produz apenas uma folha a cada dois anos, que pode atingir até dois metros de altura e sete metros de diâmetro. A flor é produzida a cada dois anos, depois dos 10-12 anos após a germinação da semente.
sábado, novembro 20
O Maior Cajueiro do Mundo
Histórico do Maior Cajueiro do Mundo
Consagrado como ponto obrigatório de visitação turística do estado, a maior árvore frutífera do planeta, se localiza a cerca de 25 km de Natal/RN, na praia de Pirangi do Norte, o Maior Cajueiro do Mundo foi registrado no Guiness Book no ano de 1994. A área em que se encontra o Cajueiro era antigamente um sítio de propriedade do senhor Sylvio Pedrosa (ex-prefeito de Natal) e que posteriormente foi doado ao Governo do Estado. Segundo os habitantes mais velhos da região, a árvore tem aproximadamente 110 a 120 anos de existência.
Do seu tronco original saíram dezenas de galhos que, por sua vez transformaram-se em outros verdadeiros troncos. A explicação para isso é uma anomalia que os agrônomos caracterizaram de fitoteratológica – fito (planta) terato (monstruosidade) lógica (estudo).
Por sofrer desta anomalia seus galhos tocam no solo e criam raízes secundárias que ajudam na alimentação da árvore, mas todos eles são dependentes do tronco principal.
A profundidade das raízes é de 01 a 02 metros e a do tronco principal de 20 a 25 metros , por isso todos dependem do tronco. O Cajueiro atualmente possui uma área de 8.300 m² , o que corresponde a um agregado de 70 cajueiros de porte normal, estima-se que se houvesse espaço para seu crescimento poderia alcançar 30 a 40.000 m² .
Quando chega a época de safra, novembro a janeiro, o cajueiro chega a produzir de 70 a 80 mil cajus, o equivalente a 2,5 toneladas. O fruto não é vendido e os turistas podem levar, sem exagero, alguns para casa. O nascimento do maior cajueiro do mundo é um mistério, uma versão é que ele poderia ter sido plantado pelo antigo proprietário do terreno.
O Cajueiro possui uma estrutura ao seu redor com lojas de artesanato da região, mirante com 10 metros de altura para apreciar sua copa inteira e Guias que falam inglês e espanhol.
Considerações Botânicas
O maior cajueiro do Mundo pertence a espécie Anacardium Occidentale, da família Acaxardiáceae. É uma árvore com características fitoteratológicas (anamolias) é considerada á única da espécie botânica a qual pertence.
Dados morfológicos de seus órgãos:
Raiz – pivotante (crescimento vertical)
Caule – tronco lenhoso, com resina, muito tanino
Folhas – simples de forma oblonga ovadas
Flores – pequenas, lilás
Fruto – castanha é a parte comestível suculenta, denominada de Pseudo-fruto
Semente – rico em óleo, gorduras. Muito apreciada pelo seu sabor e fonte energética de alimentação e constitui uma grande atividade de exportação.
terça-feira, novembro 16
Nova espécie de planta carnívora é descoberta no Camboja
Foto: Fauna & Flora International/Divulgação
Uma nova espécie de planta carnívora foi descoberta por pesquisadores da ONG Fauna & Flora International, nas montanhas Cardamom, no Camboja. Segundo a ONG, a descoberta da planta pode ser um indicativo da diversidade do local e também da falta de pesquisa nas florestas dessas montanhas.
A Nepenthes holdenii tem formato de jarro e é vermelha ou verde, podendo chegar a 30 cm de comprimento. Ser carnívora permite à planta ganhar nutrientes adicionais e florecer em improváveis tipos de solo.
Uma adaptação incomum desta espécie é a habilidade de aguentar extensos períodos de seca. As temporadas de seca no Camboja tornam queimadas comuns em suas florestas.
Outras espécies foram recentemente encontradas nas montanhas Cardamon, como um sapo e alguns répteis.
quinta-feira, novembro 11
Uma janela para entender a Biodiversidade
Vista do Rio Hozu, no Parque de Arashiyama, em Kyoto, Japão. (FOTO: Herton Escobar)
O termo “biodiversidade”, no seu sentido mais amplo, refere-se ao conjunto de todas as formas de vida do planeta. Ou de uma floresta, ou de um oceano, ou de uma lagoa, ou de um deserto … dependendo do contexto. Pode ser até o conjunto de bactérias que vivem na sua pele, na sua boca ou no seu intestino. É um coletivo de espécies que compartilham um ambiente qualquer, independentemente do tamanho. Desde um vaso de flores até um planeta inteiro.
Mas seja qual for o ambiente, pode ter certeza de uma coisa: nós fazemos parte dessa biodiversidade e dependemos dela para nossa sobrevivência (salvo raríssimas exceções, tipo a biodiversidade das planícies abissais dos oceanos ou de micróbio extremófilos que vivem nas profundezas da terra, dentro de rochas e coisas mais bizarras desse tipo). O ser humano é o predador mais feroz que já existiu sobre a Terra. E também um dos mais vulneráveis. Nós vivemos no topo da cadeia alimentar, e portanto dependemos de tudo que está abaixo de nós para sobreviver. Das plantas, dos microrganismos e dos outros animais … não só para alimentação, mas para tudo. Tudo mesmo!
Cerca de metade do oxigênio na atmosfera é produzido por algas microscópicas fotossintéticas que vivem nos oceanos. Tudo que nós comemos é fruto da biodiversidade, da mais simples alface ao mais suculento bife. Essas plantas e esses bichos todos não caem do céu nem brotam do concreto! Elas dependem de solos férteis, cheios de microrganismos, e de chuvas, produzidas muitas vezes por florestas distantes, e de insetos polinizadores, e assim por diante … Toda a vida na Terra está conectada. Toda mesmo!
A perda de uma espécie pode parecer irrelevante para a maioria das pessoas. Especialmente para quem vive na cidade, compra comida no supermercado e não precisa tirar o sustento diretamente da terra, dos rios ou dos mares. Que diferença faz em São Paulo se o mico-leão-dourado for extinto na Mata Atlântica? Ou o atum-azul nos oceanos? Ou o tigre-de-bengala nas florestas do sudeste asiático? E se as florestas do Congo forem dizimadas? Ou se os recifes de coral do Caribe deixarem de existir?
De fato, vistos isoladamente, nenhum desses fatores afeta nossa vida diretamente de maneira significativa. O problema é que eles não podem ser vistos isoladamente! Pois o mico-leão, o atum, o tigre, os recifes e as florestas não existem isoladamente. São todas peças do mesmo quebra-cabeça, partes de um mesmo todo, fios de uma mesma teia. “O que acontece lá nos afeta aqui”, como diz o Harrison Ford naquela campanha da ONG Conservação Internacional. Seja lá onde for o “lá” e onde seja o “aqui”, não importa … tudo está conectado...
A biodiversidade não vive nas florestas. Ela é a floresta!
A biodiversidade não vive nos recifes de coral. Ela é o recife de coral!
Nós não vivemos na natureza. Nós somos parte dela. Indissociável!
As campanhas focadas em espécie específicas, tipo “salvem o mico-leão”, “salvem o panda” ou “salvem as baleias”, têm a sua importância, claro. Essas espécies muitas vezes são usadas como “bandeiras” para atrair a atenção do público, e os esforços agregados para preservá-las acabam beneficiando muitas outras espécies por tabela, pois é impossível preservar uma única espécie isoladamente na natureza. Para preservar o mico-leão, é preciso preservar a Mata Atlântica, e, por tabela, todas as outras espécies que a compõem. Para preservar o panda é preciso preservar as florestas de bambu da China, e assim por diante.
Do ponto de vista da percepção pública, porém, a estratégia pode ter um efeito colateral perverso também, dando a impressão de que só bichinhos fofinhos, belos ou simpáticos merecem ser protegidos. Como se a conservação fosse uma questão de compaixão e não de sobrevivência. É preciso deixar claro para as pessoas que preservar uma espécie não é um benefício apenas para aquela espécie, mas para toda a biodiversidade. Ou seja: para nós!..
Quando falamos de salvar a biodiversidade, não estamos falando de salvar só um macaquinho, um ursinho ou um sapinho. Coitadinho deles, tão bonitinhos. Ou mesmo só uma floresta ou uma savana. Coitadinhas delas, tão bonitas, tão exuberantes. Estamos falando de salvar a nós mesmos. Coitadinhos de nós! Biodiversidade não é luxo. É subsistência! Ou você começa a fazer fotossíntese e viver de luz, ou começa a se preocupar.
Fonte: blog do Estadão/ Seção: BIODIVERSIDADE E CONSERVAÇÃO/ 10.novembro.2010 23:45:05
segunda-feira, setembro 6
A Lista de Espécies da Flora do Brasil
A lista é resultado do trabalho de cerca de 400 taxonomistas de instituições de pesquisa brasileiros e está inserida nas metas da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), que compreende, entre seus compromissos, a implementação da Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC).
A GSPC tem o objetivo de facilitar o consenso e a sinergia nos níveis global, nacional, regional e local para impulsionar o conhecimento e a conservação de plantas.
Das 16 metas estabelecidas pela GSPC, a primeira é a elaboração de uma "lista funcional amplamente acessível das espécies conhecidas de plantas de cada país, como um passo para a elaboração de uma lista completa da flora mundial".
A elaboração da lista foi coordenada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em parceria com o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). O sistema de informação foi desenvolvido pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria).
A intenção é que a lista seja atualizada periodicamente para incluir novas espécies e mudanças taxonômicas.
A estimativa dos organizadores é que a lista seja transformada em livro para ser lançado no 61.º Congresso Nacional de Botânica, que ocorrerá de 5 a 10 de setembro, em Manaus.
Fonte: http://www.cfbio.gov.br/noticias.php?id=135
Das 16 metas estabelecidas pela GSPC, a primeira é a elaboração de uma "lista funcional amplamente acessível das espécies conhecidas de plantas de cada país, como um passo para a elaboração de uma lista completa da flora mundial".
A elaboração da lista foi coordenada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em parceria com o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNCFlora). O sistema de informação foi desenvolvido pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria).
A intenção é que a lista seja atualizada periodicamente para incluir novas espécies e mudanças taxonômicas.
A estimativa dos organizadores é que a lista seja transformada em livro para ser lançado no 61.º Congresso Nacional de Botânica, que ocorrerá de 5 a 10 de setembro, em Manaus.
Fonte: http://www.cfbio.gov.br/noticias.php?id=135
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